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Qual a importância da musculação para quem corre? Como combinar os treinos?

Dicas ajudam a combinar as duas atividades.

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Publicado em: 18 de julho de 2019
Imagem: Freepik

Não é difícil encontrar um corredor que não faz musculação. Os motivos para isso variam bastante: vão desde o fato de a pessoa não gostar nada de fazer academia ou a falta de tempo para o treino com pesos até o medo de ficar "musculoso" demais e perder velocidade.

Mas se você quer se tornar um correr mais rápido, aumentar a distância que costuma percorrer, reduzir o risco de lesão e ter longa vida no esporte, pode e deve investir no treinamento de força.

Como a musculação ajuda na corrida?

É claro que os treinos de corrida são os principais responsáveis por melhorar os resultados na modalidade. No entanto, a musculação (ou o treinamento funcional, o pilates), óbvio, vai contribuir para o ganho de força muscular. E ao correr 5 km, 10 km, 21 km, 42 km, suas pernas (e o restante do corpo também) precisam fazer muita força e resistência para mover o corpo à frente. Logo, quanto mais bem preparados os músculos, melhor.

Além disso, músculos fortes ajudam a minimizar o impacto das passadas e proteger as articulações, reduzindo o risco de lesões --estamos falando de atletas amadores, que geralmente passam horas na cadeira, foram sedentários durante anos e possuem desequilíbrios musculares, não profissionais, ok?

O treino de força também contribui para melhorar a postura corporal e eficiência da corrida, fazendo com que você gaste menos energia para correr --o que permite ir mais rápido em uma certa distância ou mais longe.

Outra boa razão para investir na musculação é que ao aumentar a massa muscular ela ajuda a manter o metabolismo acelerado e a reduzir o percentual de gordura corporal. E quanto menos peso você carregar, menos energia gasta para correr.

Como combinar corrida e musculação
Geralmente, fazer musculação duas ou três vezes por semana já é o suficiente para trazer bons resultados para o corredor.

Se possível, realize os exercícios com peso em dias diferentes da corrida --ou ao menos com um intervalo de seis horas entre as modalidades. Isso porque essas atividades proporcionam adaptações fisiológicas distintas e, quando feitas em seguidas, uma tende a diminuir os ganhos da outra, se comparado a quando executadas isoladamente.

Caso não tenha opção e precise correr e malhar logo em seguida, uma recomendação é trabalhar os membros superiores nos dias de treinos intensos de corrida (intervalados e de ritmo, por exemplo); e os membros inferiores em dias de corrida leve (regenerativos).

O treino ideal para cada meta

O objetivo da musculação pode variar conforme a distância que você vai correr. Atletas em preparação para melhorar o tempo em provas curtas, com distância entre 5 km e 10 km, podem fazer na academia um trabalho voltado para ganho de explosão, potência e força. Já para competições mais longas, o foco pode ser o aumento de força e resistência muscular. Obviamente, isso não é regra e depende da experiência, composição corporal e do objetivo de cada corredor. Portanto, o melhor é ajustar o objetivo da musculação com seu treinador.

Ganhar muitos músculos prejudica o rendimento?

Como falamos, quanto mais leve, mais veloz. Essa é quase uma regra na corrida --basta ver os quenianos e etíopes, que possuem um percentual de gordura mínimo e músculos definidos, mas sem volume algum. Por conta disso, é comum alguns corredores evitarem a musculação com medo de conseguir grande hipertrofia muscular e ficar mais pesado e lento. Isso não deve ser uma preocupação basicamente por dois motivos:

1 - Correr longas distâncias promove a perda de massa magra e dificulta que ocorra uma grande hipertrofia muscular --converse com um fisiculturista e você verá que raramente ele faz exercícios aeróbicos por mais de 20 ou 30 minutos.

2 - Não é tão fácil assim conseguir ficar musculoso com dois ou três treinos com pesos por semana. E, se por um acaso isso começar a ocorrer ao ponto de prejudicar o desempenho na corrida, é só ajustar a rotina de exercícios na academia conforme seus objetivos.

Fonte: UOL
Edição: C.S. 

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