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Mindfulness para gestantes ajuda na prevenção da depressão pós-parto

As pesquisas mais recentes mostram que o treinamento em atenção plena pode ser benéfico para reduzir sintomas de depressão e ainda na percepção do estresse e da ansiedade.

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Publicado em: 04 de dezembro de 2019

Imagem: Freepik

A depressão perinatal (relacionada à gestação e ao parto) diz respeito a episódios depressivos mais ou menos intensos que ocorrem durante a gravidez ou nos primeiros 12 meses após o parto.

É uma situação das mais comuns nesse período, acometendo até 20% das gestantes; e os fatores de risco são variados: por exemplo, é mais prevalente em mães mais jovens e com casos anteriores de depressão.

Essa condição, quando não identificada e tratada adequadamente, prejudica tanto a saúde da mãe quanto da criança (atrasos no crescimento do feto e do recém-nascido, prematuridade, baixo peso ao nascer, padrões desorganizados de sono infantil, menor desenvolvimento neurológico), e é vista como uma das ações fundamentais em saúde pública nacional e internacionalmente.

Os tratamentos para essa condição podem incluir aconselhamento educativo, psicoterapia, e medicação antidepressiva. Porém, no caso dos medicamentos, podem ocorrer riscos para a criança ou ainda prejudicar o período de amamentação natural.

Assim, os programas baseados em mindfulness têm sido utilizados como opções tanto para a prevenção como para o tratamento da depressão perinatal. Já existem até programas específicos para gestantes e futuras mães como, por exemplo, uma adaptação da Terapia Cognitiva baseada em Mindfulness (MBCT) desenvolvida especialmente para o período da gestação.

As pesquisas mais recentes nos mostram que o treinamento em atenção plena pode ser benéfico para diminuir os sintomas de depressão e também a percepção de estresse e ansiedade, muito comuns nessas situações.

Além disso, algumas evidências preliminares (estudos iniciais) sugerem que aprender e praticar habilidades de atenção plena durante gravidez e no momento do parto podem melhorar o trabalho de parto em si (lidando melhor com as dores e desconfortos naturais do processo).

O ideal é que a futura gestante passe pelo treinamento ainda do início da gravidez (nas situações em que há uma gravidez planejada), ou então durante a gestação, em especial no segundo trimestre da gravidez, período mais estável e seguro para se iniciar o treinamento. Idealmente, os parceiros e/ou a família também deveriam participar do curso, pois são um suporte fundamental no período.

Fonte: 
Edição: C.S. 

 

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