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Bebê pode ter unha encravada, saiba como cuidar!

Uma das principais causas em bebês é o fato de a unha ainda não estar totalmente formada, podendo entrar na pele conforme cresce.

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Publicado em: 01 de abril de 2019
Imagem: Pixabay

Quando saiu com o filho Guilherme, 4 anos, da maternidade, a professora Biane Regine da Silva Brito, 31 anos, notou que o dedão do seu pezinho esquerdo estava um pouco vermelho. Durante as primeiras semanas, ela achou que iria melhorar sozinho, o que não aconteceu. Foi só na consulta com o pediatra que ficou sabendo se tratar de uma unha encravada.

"Eu não tinha ideia de que um bebê podia ter isso. Por recomendação do médico, passei uma pomada, mas não adiantou", relembra. Quando o menino começou a andar, por volta dos nove meses, a mãe notou que o filho sempre levantava o dedão quando apoiava o pé no chão. "Voltei ao pediatra e ele disse que para desencravar a unha e resolver o problema seria necessário fazer uma cirurgia (cantoplastia), com anestesia geral."

Com medo, Biane decidiu procurar uma podóloga antes. Na consulta, a especialista usou uma pomada anestésica e cortou o canto da unha que estava dentro da pele. Também fez um curativo que precisou ser trocado uma vez por semana durante um mês. "Ela ainda me ensinou a cortar a unha da forma correta. Depois disso, nunca mais o Guilherme teve nada nos pés", comemora a mãe.

Bebê pode, sim, ter unha encravada

Assim como a professora, muitos pais não sabem que os bebês podem ter unha encravada. O problema --que machuca a pele e gera um processo inflamatório (ou até infeccioso) no dedo -- é bastante comum e pode acontecer tanto nos pés quanto nas mãos.

A médica Marice Emanuela El Achkar Mello, do Departamento de Dermatologia da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) estima que entre 20% e 30% das consultas que faz são por este motivo.

Uma das principais causas em bebês é o fato de a unha ainda não estar totalmente formada, podendo entrar na pele conforme cresce. "A própria anatomia dos dedos dos recém-nascidos, mais gordinhos e fechados, sem muito espaço para a unha, também facilita o encravamento, assim como o uso de macacões, sapatos e meias apertados", explica.

Como cortar as unhas do bebê?

Aparar a unha do jeito certo é muito importante para evitar que ela encrave. O correto --e isso vale para unhas encravadas ou não de bebês, crianças e adultos -- é cortar no formato reto, sem retirar os cantos ou arredondar. Também não se deve usar, em casa, nenhum tipo de espátula para tirar a pele ou lâminas que possam ficar entre a unha e os cantos, ou sob as suas laterais.

Devo usar tesoura ou lixa?

O instrumento ideal é o que os pais se sentirem mais confortáveis e seguros para usar. "Porém, para os bebês até seis meses, indico o cortador pequeno ou até mesmo uma lixa suave. Acima dessa idade, tesoura com ponta em formato circular ou um cortador no tamanho proporcional ao da unha são boas escolhas, lembrando que qualquer um deles deve ser esterilizado antes do uso", orienta Maria Amparo, pediatra do Hospital 9 de Julho.

O momento ideal para aparar as unhas dos pequenos é quando eles estão dormindo, pois o risco do bebê se mexer --e você machucá-lo sem querer -- é menor.

Quando cortar a unha do bebê?

As das mãos o indicado é cortar sempre que o pequeno começar a se arranhar --o tempo varia de criança para criança. Já as dos pés apare apenas se estiverem grandes o suficiente para encravar. Para saber, é importante fazer inspeções semanalmente.

Quais os sintomas da unha encravada?

O problema tende a ocorrer com mais frequência no hálux (dedão do pé) dos bebês. Os principais sinais de inflamação por conta de unha encravada são:

Vermelhidão;

Inchaço;

Dor;

Aumento da temperatura local;

Pus (em alguns casos).

Como tratar

O tratamento inicial consiste em apenas massagear suavemente os cantos das unhas, preferencialmente após o banho, quando a pele fica mais molinha. "Assim, ela se soltará aos poucos e liberará caminho para cortar a unha mais facilmente", aconselha Amparo.

Se o único problema for inflamação, a médica sugere fazer compressas com algodão embebido em água morna ou chá de camomila, de duas a três vezes ao dia, por cinco a 10 minutos, até que os sintomas sejam minimizados, o que geralmente acontece em dois ou três dias.

Porém, se houver infecção, aí será preciso consultar o pediatra. Ele avaliará a necessidade do uso de pomadas com antibiótico e, se considerar que o abscesso precisa ser drenado, encaminhará o paciente para um dermatologista ou até mesmo para um podólogo. A cirurgia, chamada de cantoplastia, é sempre a última opção.

Fonte: UOL
Edição: C.S.  

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