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Amamentar protege mulheres contra hipertensão e câncer de mama

Além de dar ao bebê o melhor alimento, esse ritual resguarda a mulher contra câncer e problemas do coração

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Publicado em: 15 de abril de 2019
Fonte: Pixabay

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a amamentação como uma das práticas mais decisivas para o futuro da criança. Tanto é que recomenda o leite materno como alimentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida e, se possível, que ele continue fazendo parte do cardápio infantil até os 2 anos. Mas podemos dizer que é amamentando que se recebe.

Estudos populacionais de peso, como os liderados pelo epidemiologista Cesar Victora, da Universidade Federal de Pelotas (RS), comprovam que, além de reforçar o vínculo com a cria, dar de mamar mexe com o corpo de um jeito especial: ele fica mais protegido contra uma penca de ameaças, entre elas a hipertensão e o câncer de mama.

Um bem poderoso e gratuito como esse devia ser popular, não? Pois os índices de aleitamento materno ainda deixam a desejar. No Brasil, a OMS aponta que menos de quatro em cada dez nenês de até 5 meses só mamam no peito — a média global, também ruim, oscila entre 20 e 40% das crianças.

Para os entendidos, há uma combinação de fatores por trás disso. “Mas a falta de apoio para a mãe, seja da família, do parceiro ou dos próprios profissionais, encabeça a lista”, afirma Elsa Giugliani, presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria. Segundo a médica, é preciso conscientizar melhor toda a sociedade sobre o valor da amamentação.

Tem outro motivo que faz tanta gente negligenciar ou abandonar a prática. Amamentar não é só botar o bebê no peito e pronto. Sem orientação, o ritual pode acabar em frustração. Criança que não pega o peito, seios doloridos, chororô na hora do mamar…

“Geralmente são coisas pequenas, que, uma vez corrigidas, não impedem mais a amamentação”, tranquiliza Antonio Lages, vice-presidente da Comissão de Aleitamento da Federação Brasileira das Associações Brasileiras de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

A recompensa a quem supera os entraves é generosa. Para o filho… e para a mãe.

Vida sob menos pressão

A pressão aqui é aquela dentro dos vasos sanguíneos. Quando ela dispara e se mantém no alto, já viu: é hipertensão na certa, um mal dos mais prevalentes no Brasil e diretamente associado a infartos e AVCs.

Pois amamentar chega a reduzir o risco de essa encrenca aparecer até 30 anos depois do parto, como mostra uma grande revisão assinada pela Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos. Os cientistas notaram que dar de mamar por pelo menos um mês já bastava para ter uma ligeira proteção contra a elevação futura da pressão.

Uma das hipóteses para explicar esse efeito de longo prazo é a interferência do aleitamento no metabolismo materno. Quanto mais tempo ele durar, melhor para as artérias.

Em defesa das mamas

O elo não poderia ser mais direto. O fato de nunca ter amamentado constitui, por si só, um fator de risco para o câncer de mama.

Dar o leite ao bebê é bem-vindo porque reduz a concentração de estrogênio em circulação, e esse hormônio pode virar combustível para o tipo mais comum de tumor na mama. O aleitamento também faz a glândula mamária ceder terreno, no futuro, a tecido gorduroso, o que diminui espaço para o câncer aparecer.

Tumores de ovário e endométrio (no útero) também aparecem menos entre quem já amamentou.

Fonte: Saúde é Vital
Edição: C.S. 

 

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