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Fique alerta : cigarro eletrônico pode causar doença pulmonar grave e fatal

Alerta diz que cigarros eletrônicos podem ser responsáveis por uma doença pulmonar que pode levar à insuficiência respiratória e eventualmente óbito.

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Publicado em: 11 de setembro de 2019

Os cigarros eletrônicos, também conhecidos como e-cigarro, vape ou juul, estão na moda no mundo inteiro. Pessoas que querem parar de fumar, ou que nunca fumaram – como os nossos jovens adolescentes contemporâneos – encontraram nos e-cigarros uma fonte de prazer e por isso seu uso tem aumentado progressivamente. Parece que está havendo um certo glamour em acender; ou melhor, em “ligar” um vape ou um juul.

Muito cuidado, porém! O CDC (Center for Disease Control) e o FDA ( Food and Drug Administration) dos Estados Unidos, instituições cuja credibilidade dispensam apresentações, fizeram um alerta grave: os cigarros eletrônicos podem ser responsáveis por uma doença pulmonar que pode levar à insuficiência respiratória e eventualmente óbito. Até o dia 30 de agosto, foram notificados 354 casos em 29 estados americanos.

Não se sabe ainda a causa exata desta doença pulmonar. Não se acredita que a causa esteja ligada às substâncias como aromatizantes, nicotina ou THC, por exemplo. Estas substâncias já são usadas há muitos e muitos anos, por várias gerações, e seus principais efeitos tóxicos são bastante estudados e conhecidos.

Entende-se que os líquidos que veiculam as drogas inaladas é que podem, de alguma forma, estar causando a doença respiratória. Para lembrar, o cigarro eletrônico possui, em seu corpo, um aparelho vaporizador que contem nicotina, THC ou aromatizantes – por exemplo – e um veículo líquido, que pode ser o propilenoglicol. Quando acionado, o líquido é evaporado e inalado junto com a substância principal. Este líquido que está em estudo, posto que sua fabricação pode variar de local para local, de fornecedor para fornecedor e ser duvidosa em relação à segurança de seus componentes.

Estudos realizados nos Estados Unidos com os cartuchos utilizados nos e-cigarros demonstraram que em muitos deles, de variadas marcas diferentes, havia substâncias não especificadas, potencialmente tóxicas ou cancerígenas e com concentrações duvidosas, que poderiam ser deletérias para a saúde das pessoas.

Por esta razão, o CDC e o FDA desaconselham e desencorajam o uso destes dispositivos, até que os estudos evoluam e possam nos dizer qual ou quais são as substâncias que devem ser evitadas.

Não custa lembrar que a comercialização dos cigarros eletrônicos está proibida aqui no Brasil pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A justificativa é que não há indícios suficientes que atestem a segurança destes aparelhos e de seus produtos inalados para a saúde das pessoas. No entanto, muitos brasileiros os compram no exterior e os utilizam aqui.


Fonte: G1
Edição: F.C.

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