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Arte paciente

O pintor e artista plástico Júlio César, que embeleza e entrega vida aos ambientes comuns do complexo de saúde do grupo Med Imagem

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Publicado em: 03 de dezembro de 2018

Com os olhos ansiosos e o sotaque arrastado de quem viveu muito tempo no Rio de Janeiro, o artista pintor Júlio César Leite, apresentou-se contando que rabiscava desde criança. Sem oportunidades de empego, buscou abrigo financeiro na arte, o talento falou mais alto e ele evoluiu de maneira autodidata.

De volta ao Piauí, pintou algumas telas e participou de projetos do governo que incentivavam as artes plásticas. “Na época, toda renda que eu conseguia com a venda das telas, servia para comprar mais tintas, e assim eu fui vivendo”, afirmou nostálgico. O artista é responsável pela criação das artes dos postes da Rua Paissandu, que ficam localizados em frente aos prédios do complexo de saúde do grupo Med Imagem. “Queríamos deixar mais agradável o ambiente para as pessoas. O poste é feio e cinza, pintado ele deixa as pessoas mais confortáveis. A beleza faz isso, né?”, disse admirando o próprio trabalho floral em um dos postes, que ele afirma ser o seu preferido.

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Júlio ao lado de sua arte. Em cerca de 20 dias ele concluiu esta pintura da marca do Hospital Prontomed Adulto. É possível perceber a aplicação de azulejo sobre o desenho.

Com a expressão amena, abriu um sorriso ao dizer que tem como artista inspiração Leonardo da Vinci, e que tenta ser um pouco como ele, múltiplo. Sobre o trabalho que hoje desempenha no grupo Med Imagem, o artista se diz satisfeito com o reconhecimento: “A empresa é um centro de referência, estou construindo meu nome e tenho muita liberdade para criar e me manter produtivo.” conclui. Júlio César conta que sempre procura se desafiar com técnicas e projetos novos. Dentro da empresa, prefere usar do realismo para retratar natureza e pessoas, e comenta com os olhos brilhando, que arte na vida dele, simboliza sobrevivência. 

Com a calça jeans salpicada de tinta, e as mãos sempre em movimento, ele contou que tem alguns projetos visuais para empresa. Afirmou tímido, que se considera artista porque ganha a vida com arte e que voltaria no tempo para poder estudar e produzir com a consciência que só um diploma traz. Aos 47 anos, Júlio César enfeita as paredes do complexo médico e atinge com louvor seu objetivo de confortar os pacientes dos hospitais. Os desenhos do artista autodidata, compreendem delicadezas que não exigem olhar duas vezes, mas a segunda olhada sempre vem, e com ela um sorriso suave de quem sabe que não está sozinho.

           

Por Celianne Sampaio

Comentários

Bianca Santana

07 de dezembro de 2018

Merecedor de cada olhar demorado em suas obras,um artista singular!

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