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DICAS DE LIVRO

Ser centenário: estamos a caminho da democratização desse marco?

Livro discute cenário no qual ultrapassar tal barreira se tornará corriqueiro.

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Publicado em: 12 de dezembro de 2019

Imagem: Freepik

Ganhar não apenas duas ou três décadas de expectativa de vida, e sim ultrapassar a barreira dos 100 anos como um fato corriqueiro – será que já estamos trilhando esse caminho? Para o escritor Jean-Pierre Fillard, autor do best-seller “Is man to survive science?” (“O homem sobreviverá à ciência?”), não há mais dúvidas sobre a questão. Ele acabou de lançar “Longevity in the 2.0 world: would centenarians become a commonplace?” (em tradução livre: “Longevidade no mundo 2.0: centenários se tornarão um lugar comum?”), que mostra a magnitude do impacto da era digital no perfil demográfico do planeta.

Segundo o autor, os avanços tecnológicos entre os séculos 20 e 21, nas áreas de genética, biologia, inteligência artificial e “big data”, elevaram a saúde a um novo patamar, sendo que o fenômeno da longevidade mudará completamente o perfil da sociedade. Fillard dá um passo além e provoca: talvez estejamos no limiar de boa parte da população se tornar centenária, uma condição que, até agora, está restrita a poucos indivíduos, a maioria favorecida pela genética.

Na introdução do livro, afirma que a obra não é médica ou científica e que seu objetivo é refletir sobre o panorama da longevidade no século 21, uma questão que, embora ainda não esteja no radar de países menos desenvolvidos, será crucial nas próximas décadas. Por enquanto, indivíduos que chegam aos 120 anos são considerados um “milagre” da natureza, como foi o caso da francesa Jeanne Calment, detentora do título oficial de pessoa mais velha – ela morreu com 122 anos. No entanto, Fillard prevê uma “democratização” do status de centenário, graças à ampliação do campo de pesquisas voltadas para retardar ou impedir o envelhecimento, embora reconheça que as chances não serão as mesmas em todas as regiões do globo.

O que isso representará para as futuras gerações? Como uma expectativa de vida substancialmente maior impactará diferentes culturas? De que forma a inteligência artificial e as máquinas que aprendem numa velocidade bem superior ao nosso ritmo afetarão nosso envelhecimento? Na verdade, não estamos nem um pouco preparados para tantos questionamentos... O autor já tem uma outra obra, cujo lançamento será em março de 2020, sobre o transhumanismo, que busca, através do desenvolvimento da tecnologia, aumentar a capacidade física, intelectual e psicológica dos seres humanos. Pode isso, Arnaldo?

Fonte: G1 
Edição: C.S. 

 

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