(86) 3131-1234
***

VIVA MELHOR

E se algo der errado?

Rever a avaliação de que precisamos acertar sempre pode ser importante para a saúde mental.

Tamanho da letra:
A
A
Publicado em: 10 de junho de 2016

A sensação de que é preciso acertar sempre, aliada ao receio de que os outros (quaisquer que sejam eles) "descubram" que somos passíveis de erro pode ser bastante perigosa para a saúde mental. E nos colocar em uma cadeia de opressão - o que, em geral, não traz nenhum benefício. Reavaliar os padrões que costumamos repetir e pelo menos suspeitar de que não precisamos ser infalíveis pode ser um bom começo para fugir dessa prisão, segundo o doutor em psicologia comportamental Martin M. Antony, professor e coordenador do Departamento de Psicologia da Universidade de Ryerson, em Toronto, autor do livro When perfect isn`t good enough, de 2009 (Quando ser perfeito não é bom o suficiente, não publicado no Brasil). Ele sugere que a pessoa pergunte a si mesma, ao perceber que está se pressionando: "O que aconteceria se eu relaxasse um pouco mais?". Antony não faz apologia ao descaso consigo mesmo ou com as próprias obrigações, mas sugere atitudes mais flexíveis. O primeiro passo nesse sentido pode ser identificar pensamentos perfeccionistas como "devo dizer coisas inteligentes o tempo todo". O psicólogo também sugere a avaliação de evidências para confirmar suas crenças - digamos, será que algo realmente grave vai acontecer se você executar uma tarefa de forma imperfeita ou até incorreta? Se esse tipo de consideração não oferecer grandes resultados, pode ser conveniente optar pela ajuda de um psicanalista, mais indicado para tratar de processos e funcionamentos de forma ampla que com a simples erradicação de sintomas. Esse profissional pode acompanhá-lo na tarefa de elaborar e ressignificar experiências.

Fonte: Mente e Cérebro
Edição: F.C.

Comentários

Nenhum comentário cadastrado. Seja o primeiro!





Deixe seu comentário

Nome*
Email*
Verificação*
Seu comentário*