(86) 3131-1234
***

VIDA LEGAL

Por que curtimos música pop?

As músicas de que gostamos, provavelmente, são aquelas que conseguem um bom equilíbrio entre saber o que vai acontecer e a capacidade de nos surpreender.

Tamanho da letra:
A
A
Publicado em: 11 de novembro de 2019

Imagem: Freepik

Você tem uma música pop favorita que pode melhorar o seu humor rapidamente e provocar boas sensações? A ciência pode ajudar a entender o motivo. Em um estudo publicado na revista Current Biology, pesquisadores explicam que o prazer musical vem da combinação de incerteza ao saber o que vem a seguir e de ser surpreendido durante uma canção.

"Músicas que achamos agradáveis"provavelmente são aquelas que conseguem um bom equilíbrio entre saber o que vai acontecer a seguir e nos surpreender com algo que não esperávamos”, diz Vincent Cheung, do Instituto Max Planck de Ciências Cognitivas e do Cérebro, na Alemanha, em um comunicado. “Entender como a música ativa nosso sistema de prazer no cérebro pode explicar por que ouvir música pode ajudar a nos sentirmos melhor quando nos sentimos tristes”

Foram analisados 80 mil acordes em 745 músicas pop clássicas, como "Oh Father" da Madonna e "Ob-La-Di, Ob-La-Da" da banda The Beatles. Para descartar a possibilidade de os ouvintes fazerem associações com as canções, os pesquisadores retiraram elementos como letras e melodia, mantendo apenas as progressões dos acordes.

Os pesquisadores então analisaram o que acontecia no cérebro dos participantes usando ressonância magnética funcional (RMF), e descobriram que a experiência do prazer musical se refletia em três regiões do cérebro: amígdala, hipocampo e córtex auditivo. As regiões desempenham um papel no processamento de emoções, aprendizado e memória e processamento de sons, respectivamente.

As evidências mostraram que quando os indivíduos estavam relativamente certos sobre o que esperar em seguida, eles acharam agradável quando foram surpreendidos durante a canção. Já quando os ouvintes não tinham certeza sobre o que esperar em seguida, consideravam agradável quando os acordes seguintes não eram surpreendentes.

Uma outra descoberta surpreendente foi que a atividade no núcleo accumbens (área do cérebro que processa expectativas de recompensa) refletia apenas incerteza, e não influenciava o prazer musical como era imaginado.

As descobertas podem ajudar futuras pesquisas sobre o cérebro ao considerar a incerteza e a surpresa na apreciação por outras formas de arte, como dança e cinema. Além disso, os dados podem ser utilizadas para aprimorar os algoritmos de geração de música artificial, ajudar os compositores a escrever músicas ou até prever tendências musicais.

Fonte: Revista Galileu
Edição: C.S. 

Comentários

Nenhum comentário cadastrado. Seja o primeiro!





Deixe seu comentário

Nome*
Email*
Verificação*
Seu comentário*