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VIDA LEGAL

Mais música no fitness

Como a trilha sonora das aulas nas academias pode melhorar o desempenho dos alunos.

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Publicado em: 23 de dezembro de 2010

O bom desempenho nas atividades físicas depende de vários fatores: capacidade biológica, condicionamento e alimentação correta estão entre os principais. Recentemente, outro aliado da performance ganhou espaço dentro das academias. Pouco a pouco, esses estabelecimentos começam a dar mais atenção à música que oferecem a seus alunos. Em algumas, os professores passam, inclusive, por treinamentos que incluem noções de musicalidade. Em algumas academias, a trilha que embala as aulas é escolhida cuidadosamente. ?Selecionamos a música sempre tendo em mente quanto queremos exigir do aluno?, afirma Eduardo Mourelle, coordenador da equipe de corrida de uma academia carioca.

O que as academias estão fazendo é usar os conhecimentos angariados a respeito do efeito da música sobre o desempenho físico. Sabe-se que o som tem um impacto que vai além da motivação psicológica. Quando fazemos um exercício ouvindo música, a tendência é de sincronizar as batidas por minuto (BPM) da canção ao ritmo que impomos à atividade.

Portanto, se elas forem aceleradas, acelera-se também o exercício. ?Nesse caso, há melhora da performance?, explica Ricardo Cury, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho.

É por isso que para cada tipo de aula dá-se preferência a certo gênero musical. Um cuidado high-tech com isso é tanto que os aparelhos de som têm um comando com o qual o professor altera o bpm da trilha sonora das aulas. ?A tecnologia ajuda a alternar facilmente picos de alta intensidade durante o exercício, que pedem músicas aceleradas, e momentos de recuperação entre esses picos, que demandam sons mais lentos?, explica Saturno de Souza, diretor de uma rede de academia.

Aluna, Aline Machado, quando não está em aulas coletivas, usa o seu tocador de MP3, no qual criou pastas para músicas de acordo com as aulas. ?Ouço lentas para fazer pilates e ioga e aceleradas para bicicleta e corrida?, diz. A estudante Joana Bittencourt, ouve rock e eletrônica para correr. Para ela, também é importante ouvir o que se gosta. ?Quando entra algo que não me agrada, meu rendimento cai na hora?, diz.

Fonte: IstoÉ
Edição: F.C.
23.12.2010

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