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Dr. Reynaldo Mendes: referência em neurocirurgia no Piauí

Atuando há quase 40 anos na especialidade, ele conta nesta entrevista sobre a escolha da profissão, os desafios da medicina atual e as perspectivas para o futuro. Confira.

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Publicado em: 13 de março de 2018
O neurocirurgião atua há 38 anos na especialidade

O nome do médico Reynaldo Mendes é uma referência quando se fala em Neurocirurgia no Piauí. Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE 1976, fez Residência Médica em Neurocirurgia no Hospital 09 de Julho, em São Paulo e Formação em Neurocirurgia pela Universidade da Virginia –USA, sendo especialista em Neurocirurgia pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia e Mestre em Ciências e Saúde pela Universidade Federal do Piauí - UFPI (2009). Atualmente é professor titular de Neurologia da UFPI, médico do Ministério da Saúde cedido para o Hospital Getúlio Vargas e Hospital de Urgências de Teresina (HUT) e Gerente do Serviço de Neurocirurgia do HUT.

 

Como o sr. escolheu a carreira médica e a neurocirurgia?

 

Tive a oportunidade de estudar o ensino médio em Pernambuco, no Colégio Marista e lá me aproximei da profissão. Me graduei em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE em 1976 e durante o curso pensei em fazer cardiologia, ortopedia, endocrinologia e só no último ano optei pela neurologia. E isso me deu uma grande vantagem porque me deu uma visão mais global da especialidade.

 

Quais são as áreas da neurocirurgia nas quais o sr. mais atua?

 

Ao longo da carreira, adquiri experiência nas áreas de: neurotrauma; microneurocirurgia vascular; tumor do sistema nervoso central e periférico; cirurgia de coluna vertebral; extereotaxia.

 

Como a neurocirurgia vem evoluindo ao longo dos anos?

 

Com a evolução nos métodos de diagnóstico por imagem e das técnicas cirúrgicas minimamente invasivas, a neurocirurgia teve um ganho, em especial no tratamento do aneurisma cerebral, que pode ser feito sem a necessidade de grandes intervenções, por via endoscópica.

 

Como é a sua relação com a docência?

 

Assim que voltei da residência, me tornei professor da UFPI. Iniciei na parte de neurotrauma e depois fui para a neurologia. É a minha forma de contribuir para a formação de novos médicos e busco ajudar aqueles que têm interesse em se especializar em neurocirurgia. Costumo dizer a eles que se trata de uma especialidade “espinhosa”, pois cada movimento é decisivo e impacta na vida daquele paciente por toda sua existência. Não existe meio termo e pode haver sequelas irreparáveis, o que demanda do cirurgião muito preparo e cuidado nos procedimentos, que geralmente são de longa duração.

 

Qual a sua mensagem para os novos profissionais que estão ingressando na carreira médica?

 

Eu acredito que a Medicina vai mudar muito com o avanço da tecnologia e das pesquisas. Mas isso não muda a necessidade de que cada estudante coloque na sua carreira muita dedicação, estudo e busca pelo entendimento global da Medicina, priorizando, antes de tudo, uma boa formação. Também recomendo que todos se habituem a ler, escrever e falar inglês e que, durante o exercício da profissão, tomem muito cuidado com diagnósticos apressados.

 

O que gosta de fazer no seu tempo livre?

 

Meu passatempo preferido é a leitura. Gosto muito de obras de ficção científica e de narrativas históricas.



A.N.

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