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Dr. Josino Ribeiro: uma vida dedicada à advocacia

Autor de livros e titular da Coluna “Semanário Jurídico” do Jornal Diário do Povo desde 1988, Dr. Josino fala nesta entrevista sobre a descoberta da vocação, a paixão pelo Direito, e sobre os novos desafios colocados pela sociedade moderna

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Publicado em: 25 de fevereiro de 2016

Josino Ribeiro Neto advoga há mais de 30 anos no Piauí e é um dos nomes mais procurados por formadores de opinião para falar sobre diversos assuntos relacionados ao exercício do Direito. O ecletismo profissional, segundo ele, se deve à dedicação permanente à atividade, que demanda do profissional estudos, pesquisas e busca por soluções para os problemas da sociedade.

Autor de livros e titular da Coluna “Semanário Jurídico” do Jornal Diário do Povo desde 1988, Dr. Josino fala nesta entrevista sobre a descoberta da vocação, a paixão pelo Direito, e sobre os novos desafios colocados pelas atuais configurações sociais, que exigem dos operadores jurídicos diferentes abordagens para a resolução de questões. Confira.

Quando o senhor decidiu ser advogado?

Eu tinha 12 anos e morava no município de Fronteiras. Um dia entrei no fórum da cidade para assistir a uma sessão do tribunal do júri. Ao ver aquilo, fiquei maravilhado e decidi naquele momento que ali estava o ofício que iria exercer pelo resto da vida.

O senhor já ocupou diversos cargos importantes no judiciário piauiense. Por que o senhor não quis permanecer em nenhum deles?

Já fui Procurador Geral de Justiça, chefe da Procuradoria da Universidade Federal do Piauí, juiz do Tribunal Regional Eleitoral - TRE por oito anos, mas sempre indo e voltando para a advocacia. Costumo dizer que sou advogado por formação e convicção. Mesmo com todas essas oportunidades, continuei mantendo o idealismo de querer ser advogado e ele segue me mantendo até hoje.

O senhor é procurado para tratar sobre assuntos bem diversos da advocacia. Como administra tamanha quantidade de informações?

Esse aparente ecletismo decorre da dedicação que advocacia me exige. Hoje nossa banca conta com 16 advogados que atuam em especialidades diversas, e que recorrem a mim para discussões e busca de soluções para nossas demandas. Então eu preciso estar estudando sempre, para avaliar se a conduta do advogado é adequada e até mesmo opinar, orientar sobre como podemos chegar a uma boa resolução. Por isso, me sinto relativamente à vontade para falar sobre áreas distintas.

Existe uma preferência de sua parte por algum ramo específico do Direito?

No início da minha carreira eu quis ser penalista, mas percebi no caminho que eu era incapaz de defender determinadas causas. Então me especializei em Direito de Família em São Paulo, uma área apaixonante e que é bastante dinâmica. Mas eu trabalho com diversas áreas, me mantenho atualizado para gerir as demandas do escritório e escrever na minha coluna do jornal Diário do Povo.  

 

Com o advento das novas tecnologias, os operadores do Direito estão lidando com demandas totalmente novas, surgidas especialmente a partir de informações divulgadas na internet. Como o sr. Avalia essa questão?

Isso representa um grande desafio para todos nós. Não só para os advogados e juízes, mas também para os legisladores, que precisam criar dispositivos que abracem essas causas. Não existe ainda uma legislação que seja indispensável para interpretar certos fatos e que dê cobertura para eles. Nossa legislação ainda é muito tímida. Temos alguma doutrina ou jurisprudência que ajudam, mas nós precisamos de um código inteiro só para isso. O novo Código de Processo Civil – CPC, já traz algo neste sentido, mas no Direito Penal ainda há muito o que se fazer.

Quais são os seus próximos projetos?

Eu estou concluindo a produção de um livro que fala sobre erros médicos. Ele é voltado tanto para os profissionais de saúde quanto para os operadores do direito que lidam com esse tipo de caso, que está cada vez mais frequente nas instâncias judiciais. É um assunto muito delicado, que abrange especialmente as esferas cível e penal. Acredito que será um material útil pra quem se interesse em saber mais sobre assunto.

A.N.

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