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Alzenir Porto: desafios e conquistas à frente da Junta Comercial do Estado

Nesta entrevista, a diretora fala sobre avanços obtidos em sua gestão, bem como dos desafios que existem no atual cenário empresarial.

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Publicado em: 29 de janeiro de 2018

A advogada Alzenir Porto, de 61 anos, está à frente da Junta Comercial desde 2015. Atualmente é suplente do senador Elmano Férrer, tendo sido convidada pelo então governador Wellington Dias para comandar a instituição responsável pelos registros mercantis do Estado e que em 2018 completa 125 anos de existência. Nesta entrevista, ela fala sobre avanços obtidos em sua gestão, bem como dos desafios que existem no atual cenário empresarial.


Quais foram os maiores problemas que a sua gestão enfrentou na Junta Comercial?

 

Nosso principal problema era a demora nos registros mercantis, pois isso prejudicava muito o empresariado. O novo empresário ficava desestimulado e o grande empresário preferia investir em outro lugar diante das dificuldades. Vendo essa situação, montamos, montamos uma equipe e investimos em tecnologia, que é fundamental hoje em dia para executar um trabalho de forma otimizada. E em 2016, criamos a Junta Digital, que nos dá amplas condições de trabalho.


Como a Junta Comercial passou a funcionar após a implementação de tais mudanças?

 

Antes da digitalização, um processo demorava cerca de 8 meses para ser concluído. Hoje, ele é 100% digital e pode ser realizado em algumas horas. Gostamos de dizer que é para esquecer a caneta e usar o token.


Quais foram as principais conquistas da sua gestão?

 

Nosso maior avanço foi a implementação do Piauí Digital, ferramenta que faz a integração entre os dados cadastrais da Junta Comercial do Estado do Piauí, Receita Federal do Brasil e os diversos órgãos Estaduais e Municipais que participam do processo de abertura, alteração e baixa de empresas e as disponibiliza na internet através de ambiente integrado, interativo e de fácil acesso, desburocratizando os processos e agilizando os trâmites para a legalização de novos negócios.


Estamos conseguindo manter o padrão de atendimento ágil em todos os nossos postos de atendimento, zerando a quantidade de pedidos feitos diariamente. O expediente não finaliza sem o fechamento dos atendimentos. Além disso, já temos mais de 2 millhões e 700 mil processos digitalizados. Há alguns dias, por exemplo, precisei procurar um registro de uma empresa criada no ano de 1932 e quando localizei, vi que estava digitalizado. Isso indica que progredimos muito.


Na sua opinião, o que mata as empresas hoje em dia?

 

Um dos grandes pontos é concorrência desleal. Manter uma empresa funcionando de forma regular, com impostos, funcionários e legalidade tem um custo. Quando uma empresa que funciona corretamente cobra um valor X por produto ou serviço, e vemos outra empresa cobrando um valor bem inferior, tem algo de errado que pode comprometer a existência das empresas que funcionam da forma correta.


Outra causa cada vez mais comum é a falta de afinidade com o ramo de negócio. Vemos muitas empresas abrindo pela simples possibilidade de ganho financeiro. É óbvio que a lucratividade é fundamental, mas a manutenção de um negócio exige mais do que isso. É necessário que o empresário realmente goste do que esteja fazendo e se envolva com aquilo.


Quais são os principais desafios para o final da sua gestão?

 

Nossa meta é concluir a digitalização dos processos. Falta pouco. Outro desafio nosso é deixar a instituição funcionando de uma forma que não abra espaço para retrocesso, mantendo a qualidade do serviço prestado a nossa sociedade.

 

Após deixar a Junta Comercial, a senhora tem pretensão de entrar efetivamente na vida pública?

 

Eu me sinto à vontade e pronta para novos desafios, mas tudo tem o seu momento. Eu sou contra esse pensamento de que todo político não tem vergonha ou é desonesto. Vejo que falta à sociedade fazer a parte dela. Enquanto pensarmos que a política é algo ruim, ela vai ter resultados ruins. As redes sociais deram um impulso nesse processo de acompanhamento, mas ainda somos muito frágeis politicamente. Basta perguntar a qualquer cidadão em quais candidatos eles votaram na eleição passada. Pouquíssimos sabem responder. Como cobrar e acompanhar o trabalho dos que foram eleitos dessa maneira?

 

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