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Seu filho foi queimado? Saiba o que fazer

As queimaduras podem deixar traumas e cicatrizes, além de ser um risco para a saúde das crianças. Saiba como preveni-las e o que fazer caso aconteçam com o seu filho

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Publicado em: 03 de janeiro de 2018

Elas podem ser divididas em dois grupos: as escaldantes, ocasionadas por água quente ou vapor, e as térmicas, que resultam do contato direto com fogão ou itens fumegantes. Também existem os ferimentos provocados por ingestão de substâncias químicas, como soda cáustica, ou pela exposição excessiva ao sol.

Outro fator de risco é o contato direto com a rede elétrica, responsável por 40% das mortes causadas por queimaduras no Brasil. Nesse caso, crianças de 10 a 14 anos são as mais afetadas, principalmente por empinarem pipa perto de postes e fios. Segundo o Ministério da Saúde, acidentes domésticos aparecem como as principais causas de morte infantil – e as queimaduras integram essa estatística. Em 2013, o problema foi responsável por 16% das internações e por 6% dos óbitos registrados em todo o país.

 

Quais são os tipos?


Há três. A queimadura de primeiro grau atinge a camada superficial da pele, que normalmente fica vermelha, quente e sensível (não há formação de bolhas, por exemplo). Esse é geralmente o caso de exposição prolongada ao sol. A cura costuma ser espontânea, dentro de um período de seis dias. Já a de segundo grau afeta camadas mais profundas da pele, deixando-a vermelha e com bolhas. Esta queimadura é bastante comum quando há contato com itens quentes, como líquidos e alimentos. Nessa situação, a cura ocorre em até duas semanas, com o risco de deixar uma cicatriz caso não seja tratada adequadamente. Por fim, a de terceiro grau atinge todas as camadas da pele. O seu aspecto é de uma ferida seca, esbranquiçada ou marrom, que nem sempre vem acompanhada de dores. Esse tipo ocorre, principalmente, quando há contato direto com o fogo.

Em qual idade pode ser mais frequente e perigosa?


De 0 a 4 anos o risco é maior. Isso porque, nessa idade, a pele das crianças costuma ser mais fina e queima com maior facilidade. Além disso, é uma fase em que a percepção dos riscos e a habilidade para escapar de situações de perigo costumam ser menores, o que favorece a possibilidade de ferimentos.

 

Como é o tratamento das queimaduras?


Ele vai depender bastante do tipo e da intensidade da queimadura. Por isso, qualquer remédio só pode ser usado com a prescrição do médico, inclusive analgésicos. É preciso procurar atendimento imediato – e adequado – para amenizar a dor da criança e ajudar a afastar o risco de cicatrizes. Nas situações em que o ferimento é muito grave, pode haver até necessidade de cirurgias plásticas e enxertos para reparar os danos.

 

O que fazer na hora?


O primeiro passo é tirar a roupa que esteja sobre a queimadura, com cuidado. A pele pode estar presa nessa superfície e, ao arrancá-la, a ferida tende a ficar maior. Coloque a área afetada sob a torneira com água fria (evite a gelada) por cinco minutos para resfriar a área, cessar a queimadura e amenizar a dor. Esse “banho” limpa o local e evita o inchaço. Não faça compressas longas, pois podem causar hipotermia (temperatura abaixo de 36ºC) quando o ferimento for muito grave. Dar muita água e sucos para hidratar também é uma atitude recomendada.

 

Os pais podem cobrir o ferimento?


Não. Abafar o ferimento pode representar um problema, principalmente porque o tecido ou o material usado para isso pode grudar no local e atrapalhar os processos de cura e de limpeza.

 

É recomendado levar a criança ao hospital?


Sim, os especialistas orientam que os pais levem o filho ao hospital em caso de queimaduras maiores (acima do tamanho da palma da mão da criança), mesmo se forem de primeiro grau, e graves, bem como acidentes que afetem regiões sensíveis, como rosto, couro cabeludo, articulações ou genitais. Outro fator que pede uma avaliação médica é o aspecto do ferimento, que pode estar inchado, com pus ou manchas roxas. Lembre-se, no entanto, de que é sempre bom conversar com o pediatra da criança, mesmo em quadros que pareçam mais leves.

 

Posso usar produtos caseiros?


Nunca! Há quem diga que passar pó de café, creme dental e clara de ovo, entre outras soluções, ajuda a melhorar a queimadura. Mas isso é pura lenda. Esses itens podem, inclusive, desencadear complicações infecciosas e dificultar a limpeza da área (a criança terá dores ainda mais intensas nesse processo). Evite também colocar gelo no local, uma vez que o contraste de temperaturas favorece o surgimento de bolhas.

 

Há risco de deixar cicatriz?


Sim, principalmente nas queimaduras de segundo e terceiro grau, que atingem as camadas mais profundas da pele. Daí a importância de procurar um médico imediatamente para escolher o tratamento adequado.

 

Como evitar que a criança estoure bolhas ou tire a casquinha da ferida?


Em ambas as situações, há risco de infecções. Por isso, no caso dos mais velhos, nada melhor do que uma conversa franca para explicar o perigo de retirar a proteção da pele. No entanto, com os pequenos, o entendimento não é o mesmo. O melhor é redobrar a atenção para evitar que eles cutuquem o machucado. Vale conversar com o médico para saber se é possível fazer curativos nesse momento em que a queimadura está cicatrizando.

 

Como prevenir?


Os pais devem redobrar a atenção no dia a dia, em situações simples. Confira:

NO BANHO – A temperatura da água deve estar sempre a 37°C, segundo recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria. Vale testar a temperatura da água da banheira (ou chuveiro) com o antebraço, o dorso da mão ou com termômetros específicos. É essencial movimentar a mão por toda a água e ficar alguns segundos com ela submersa, pois nem sempre a temperatura é a mesma em todo o volume. Lembre-se de que o que está morno para você pode estar quente para o seu filho.

NA COMIDA – Teste todos os alimentos antes de servi-los para as crianças (pode ser também no dorso da mão). Nada de papinhas fumegantes ou bebidas muito quentes, que podem causar queimaduras na garganta e na boca, além das dores.

NO SOL – Fuja dos horários mais quentes. Os períodos mais recomendados são antes das 10 horas e depois das 16 horas, sempre com protetor solar, no caso dos bebês acima de 6 meses.

NA COZINHA – Oriente o seu filho a não mexer no fogão ou em itens quentes. Se ele for muito pequeno, coloque barreiras físicas para evitar a entrada desacompanhado. Também é imprescindível virar os cabos das panelas para o lado oposto das bocas e evitar usar as da frente do fogão.

NAS DEMAIS SITUAÇÕES – Verifique se há na sua casa tomadas expostas ou fios desencapados, que podem ocasionar choques ou liberar faíscas. Evite usar toalhas muito compridas nas mesas, pois as crianças podem puxá-las e virar bebidas ou alimentos quentes em cima delas. Lembre-se ainda de guardar fora do alcance do seu filho fósforos, isqueiros, álcool, produtos de limpeza e itens corrosivos. É importante que o armário escolhido para armazená-los seja alto e possa ser trancado com chave. Por fim, nunca deixe que ele empine pipa perto da corrente elétrica ou brinque com fogueiras, balões e fogos de artifício.

Fonte: Crescer
Edição: A.N.

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