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Música ajuda crianças no desenvolvimento da linguagem

Pesquisadores comprovaram que a música ajudaria o cérebro a processar sons diferentes.

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Publicado em: 03 de julho de 2018

Muitos estudos já garantiram que a música pode ser uma grande aliada na alfabetização, mas ainda não há um consenso sobre o que estaria por trás disso. Pesquisadores do MIT (Massachusetts, Estados Unidos) e do Instituto McGovern na Beijing Normal University (Pequim, China) buscaram analisar se essa relação na infância estaria relacionada a uma melhora na capacidade cognitiva dos pequenos ou se a música ajudaria o cérebro a processar sons diferentes. A segunda hipótese foi comprovada.

Para o estudo, os cientistas dividiram 74 crianças chinesas, entre 4 e 5 anos de idade, em três grupos. O primeiro teve aulas de 45 minutos de piano, três vezes por semana. O segundo, aulas extras de leitura pelo mesmo período de tempo. O grupo de controle não teve qualquer atividade extra. Seis meses depois, as crianças realizaram um teste para medir sua capacidade de distinguir os tons de vogais e consoantes nas palavras. Tudo em mandarim, sua língua nativa.

Tanto aqueles que tiveram aulas de piano quanto aulas adicionais de leitura foram capazes de diferenciar melhor palavras similares com vogais diferentes. Mas quem esteve envolvido com a música apresentou um desempenho superior a todos ao diferenciar o som de palavras com consoantes. Para compreender como isso se daria no cérebro das crianças, elas foram submetidas a uma eletroencefalografia (EEG). O teste revelou que aquelas que tiveram aulas de piano eram mais sensíveis a uma série de notas, o que teria influenciado no aprendizado de novas palavras.

O estudo, que usou o QI (Quociente de Inteligência) como base para medir a capacidade cognitiva, também concluiu que as aulas de música não tinham qualquer efeito nesse sentido. Tampouco melhoravam a atenção ou a memória de trabalho, pelo menos, nesse curto período de tempo. Ainda assim, as aulas de piano fizeram tamanho sucesso na escola onde o estudo foi conduzido, em Pequim, que foram mantidas.

Robert Desimone, autor principal do estudo, acredita que esse possa ser um pontapé para as escolas repensarem o corte das aulas de música de sua grade. "Há claros benefícios para crianças pequenas, que parecem reconhecer melhor as diferenças entre sons, inclusive na fala. Isso significa que as escolas poderiam investir em música, o que não seria pior do que dar leitura extra, como a maioria está inclinada a fazer."

Fonte: Crescer
Edição: A.N.

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