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Lancheira: a conservação adequada é tão importante como as escolhas dos alimentos

Além da seleção correta, com nutrientes equilibrados, é preciso prestar atenção na maneira de conservá-los até a hora do intervalo

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Publicado em: 31 de julho de 2018

As aulas voltaram e, com elas, uma das mais complicadas tarefas da rotina de pais e mães: montar a lancheira. Como, afinal, conseguir variar sempre, fazer escolhas saudáveis e, ao mesmo tempo, práticas, para as crianças comerem na escola? Saiba que, além de equilibrar os nutrientes, é preciso prestar atenção na maneira de conservá-los, para que eles durem sem estragar e sem perder as vitaminas até a hora do recreio.

Para a nutricionista Daniela Dantas (SP), o lanche também é uma refeição fundamental para a saúde das crianças, além de ser uma oportunidade de aprender a comer sem a supervisão dos pais, no caso dos menores. A combinação deve conter frutas e carboidratos. “Os alimentos processados, como biscoitos, salgadinhos e achocolatados, devem ficar de fora”, aponta a especialista.

E como se as escolhas e o preparo no dia a dia não fossem o suficiente, tem outro ponto fundamental para as famílias se preocuparam: a maneira de conservar esses alimentos. Os pais precisam levar em conta o tipo lancheira ideal para cada caso. A que você escolheu para o seu filho é térmica, por exemplo? “Se o alimento estiver mal conservado, há perda de nutrientes. Com a deterioração, o lanche perde vitaminas e minerais”, alerta Daniela.

Para o biomédico Roberto Figueiredo, conhecido como "Doutor Bactéria", a escolha da lancheira depende do tipo de comida que você costuma enviar para a escola. “Os alimentos perecíveis são aqueles que possibilitam o crescimento de microrganismos, que causam enfermidades”, explica. Isso significa que leite, creme, queijos frescos, iogurte, bolos recheados, sucos e sanduíches com frios precisam de refrigeração ou de manutenção da temperatura para não estragar. “Neste caso, é preciso simular uma geladeira para manter os alimentos refrigerados. Se não colocarmos um doador de frio dentro da lancheira (bolsa térmica gel reutilizável, por exemplo), será como uma geladeira desligada”, reforça o especialista.

No caso dos sucos de frutas, o ideal é escolher a garrafa térmica mesmo. “É importante que o suco já esteja gelado quando você colocá-lo no recipiente. As pedras de gelo podem quebrar a parte interna da garrafa. As garrafas térmicas não são indicadas para bebidas com leite, como achocolatados”, indica o biomédico. Isso porque, além de ser fácil de azedar, a limpeza interna da garrafa é difícil e o alimento pode deixar resíduos, contaminando o objeto e outras bebidas, colocadas ali posteriormente.

Nos alimentos classificados como não perecíveis, o crescimento de bolores e leveduras até é possível, mas apenas se a comida permanecer por vários dias fora da geladeira. “Modificações na qualidade, como diferenças de odor e sabor, podem acontecer se a comida ficar sem refrigeração por uma semana ou mais”, explica Figueiredo.

Entre os alimentos desta classe, estão frutas, pães, geleias, doces, sucos e achocolatados em embalagem longa vida (não abertos), queijos duros (suíço e parmesão, por exemplo), biscoitos, barras de cereais, bolo sem recheio, entre outros. “Se os alimentos, em sua casa, necessitam permanecer sob refrigeração, por que, quando colocados em uma lancheira, não necessitariam mais?”, compara.

Fonte: Crescer
Edição: A.N.

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