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Gripe em crianças: como prevenir e tratar

É só mudar a estação que o nariz do seu filho entope e a tosse seca vem com tudo. Às vezes, a febre alta, a dor no corpo e a garganta inflamada também entram em ação. É a gripe atacando. Saiba como evitar que os episódios aconteçam e, se já for tarde

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Publicado em: 06 de junho de 2017

É só mudar a estação que o nariz do seu filho entope e a tosse seca vem com tudo. Às vezes, a febre alta, a dor no corpo e a garganta inflamada também entram em ação. É a gripe atacando. Saiba como evitar que os episódios aconteçam e, se já for tarde demais, entenda quais são as melhores maneiras de cuidar das crianças.

Não tem jeito. Quando as temperaturas começam a mudar, a gripe vai chegando sem dó e pega todo mundo, inclusive as crianças. Para ajudar você a proteger seu filho, a reconhecer os sintomas e a cuidar dele, caso o vírus já tenha atacado, reunimos aqui as principais informações sobre o assunto. Confira!

O que é a gripe?

A gripe é uma infecção dos pulmões e das vias aéreas. É provocada pelo vírus influenza, transmitido pelas gotículas da tosse ou do espirro da pessoa infectada.

Os sintomas da gripe

No início, são mais brandos, como garganta irritada, tosse seca e congestão nasal. Depois, pode surgir febre alta e muita dor no corpo. Conforme a tosse se intensifica, começa a expectoração. A maioria dos sintomas diminui em cerca de três ou cinco dias.

Gripe: como tratar

Além do repouso (evitando esforço físico), é fundamental que a criança esteja sempre bem hidratada. Por isso, ofereça muito líquido (água, sucos naturais, água de coco). Para baixar a febre e aliviar as dores, o pediatra pode indicar medicamentos específicos, bem como descongestionante nasal se ele julgar necessário.

A gripe H1N1 é mais grave?

Não. Gripe é toda infecção causada pelos vírus chamados influenza. O H1N1 é um deles, e faz parte do tipo A. A única diferença é que os jovens, que não fazem parte do grupo de risco para a gripe comum, ficam mais suscetíveis a complicações por esse vírus. Vale esclarecer que crianças com menos de 2 anos (especialmente as menores de 6 meses), gestantes, idosos, pessoas com doenças crônicas e as que recebem quimioterapia já são tradicionalmente consideradas do grupo de risco para a gripe comum, bem como para o H1N1. Isso não quer dizer, no entanto, que terão complicações mais graves só porque foram infectadas por esse vírus especificamente. O que acontece é que o H1N1, assim como os demais vírus inluenza, sofre mutações constantemente e pode combinar-se com outros vírus. Em 2009, ele se juntou a um vírus que circulava entre os porcos e foi isso que gerou a pandemica de gripe suína. Como esse vírus era até então penas entre os animais, os seres humanos não tinham a menor imunidade. Isso explica a gravidade da crise.

Tamiflu

O Tamiflu (Oseltamivir) é uma das únicas drogas capazes de atuar contra o vírus influenza, causador de gripes como a H1N1, mas os médicos e autoridades de saúde alertam: não deve ser usada sem indicação. O uso sem critérios pode induzir à resistência do vírus, ou seja, o influenza pode se modificar e passar a ser mais resistente aos efeitos do Tamiflu. Também foi destacado que cerca de 90% dos casos de gripe evoluem para a cura espontânea, ou seja, sem medicamentos.

Prevenção

A vacinação contra a influenza é a melhor forma de se proteger. Ela pode ser oferecida a partir dos 6 meses, e é gratuita na rede pública para crianças até 5 anos. Vale lembrar que, como o vírus se modifica anualmente, o mesmo ocorre com a vacina. Portanto, a imunização deve ser repetida todo ano.

A alimentação pode ajudar na imunidade contra a gripe

Além da vacina, um reforço com alguns tipos de alimentos na dieta pode ajudar a prevenir a gripe. “A alimentação é a base para a prevenção de muitas doenças. A combinação de alimentos adequada tem o poder de deixar uma pessoa saudável e com boa imunidade para ter mais resistência a gripes e tantas outras doenças”, diz Liliane Opperman, nutróloga, especialista pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). Veja aqui uma lista de alimentos para incluir no cardápio de casa e turbinar a imunidade da família inteira.

Gripe, resfriado ou alergia?

Não confunda: gripe e resfriado são doenças diferentes. Os sintomas, por mais parecidos que sejam, são mais fortes na gripe. O resfriado comum pode ser causado por vários vírus, sendo os mais frequentes o rinovírus e o adenovírus – e não há vacina para eles. Já as alergias respiratórias são respostas do organismo a substâncias consideradas alérgenas- muitas vezes se confundem por apresentarem quatro dos principais sintomas de gripes e resfriados: coriza, espirros, prurido (mais ralo e incolor, ao contrário do produzido em casos de gripes e resfriados, mais amarelados ou esverdeados) e obstrução nasal. Ao contrário de gripes e resfriados, são causadas pelo contato direto com a substância que causa a irritação e não causam febre e mal-estar generalizado.

Complicação

Uma das complicações mais frequentes associadas à gripe é a pneumonia. Isso acontece porque, quando o corpo está infectado pelo vírus influenza, os mecanismos de defesa ficam debilitados, de forma que o organismo se torna mais suscetível a infecções secundárias – daí a importância da vacinação. A pneumonia pode ser viral (quando o próprio vírus da gripe se dissemina nos pulmões) ou bacteriana (quando bactérias, como os pneumococos, se aproveitam da fragilidade do organismo para se multiplicar).

Fonte: Crescer

Edição: A.N.

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