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Crianças que fazem esportes e pulam corda tem ossos mais fortes, diz estudo

Na pesquisa, os autores aconselham o incentivo da prática de esportes de alto impacto e que incluam movimentos em várias direções como vôlei, handebol, ginástica, futebol e basquete e atividades como escalar e pular corda ou elástico.

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Publicado em: 10 de novembro de 2017

A osteoporose é uma das doenças mais comuns em idosos, mas sua prevenção deve começar muito antes de chegar a terceira idade. Foi isso que concluíram os pesquisadores da Universidade de Deakin, na Austrália, em um estudo sobre como a infância e a adolescência podem fazer a diferença para quem quer evitar a doença.

Os estudiosos acompanharam um grupo de 500 crianças entre 10 e 13 anos durante uma década, fazendo medições periódicas na densidade e peso da tíbia, o osso da canela. Eles perceberam que as crianças que passavam a maior parte do tempo sentadas ou deitadas chegaram a vida adulta com ossos até 9% mais frágeis. Isso reforça a importância dos exercícios para os pequenos.

Na pesquisa, os autores aconselham o incentivo da prática de esportes de alto impacto e que incluam movimentos em várias direções como vôlei, handebol, ginástica, futebol e basquete e atividades como escalar e pular corda ou elástico. A tensão e peso no osso fazem com que se fortaleça.

A indicação deve ser reforçada para as meninas, já que na nossa cultura elas não são tão incentivadas a praticar esses esportes. Quando se tornarem idosas, elas são as que mais vão precisar de uma base óssea forte, pois, depois da menopausa, o nível de estrogênio no sangue diminui e os ossos começam a perder cálcio naturalmente. A osteoporose atinge cerca de quatro vezes mais mulheres do que homens.

Segundo o médico do esporte Ivan Pacheco, diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, atividades como andar, pedalar e nadar são excelentes para o metabolismo e saúde cardiovascular, mas, por não terem grande impacto, não contribuem tanto para o espessamento do osso. “É importante ressaltar que, independente da modalidade, a criança deve ser incentivada a praticar esportes porque é na infância que o hábito de uma vida ativa começa”, defende. “Deve-se ficar atento também ao limite de cada um para evitar lesões e fraturas”.

Para os pesquisadores, o mínimo recomendado de exercício de impacto para as crianças é 30 minutos três vezes por semana, ou pular corda entre 50 e 100 vezes todos os dias. Vale lembrar também de oferecer uma dieta rica em cálcio, o principal componente dos ossos, e proporcionar situações em que a criança pegue Sol, pois os raios solares incentivam a produção de vitamina D que ajuda o corpo a absorver o mineral.

Fonte: Crescer
Edição: A.N.

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