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Crianças estão consumindo açúcar regularmente antes de completar 1 ano

Pesquisa realizada nos EUA levou à conclusão de que o açúcar torna-se um alimento de base na dieta dos americanos antes mesmo de eles completarem 1 ano de idade.

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Publicado em: 19 de julho de 2018

O açúcar é um dos grandes vilões da obesidade infantil. Além de aparecer descaradamente nas guloseimas e nos sucos de caixinha, o ingrediente marca presença em produtos como molho de salada pronto, ketchup, lasanha congelada, embutidos, molho de tomate preparado na fábrica, fórmula infantil e leite em pó. É o famoso “açúcar escondido”, que pode levar o nome de maltodextrose, e que funciona também como conservante, para aumentar o “tempo de prateleira”.

Órgãos de combate à obesidade infantil já têm o açúcar na mira, mas, aparentemente, o perigo do alto consumo de açúcar ainda não é tão preocupante como deveria para pais e cuidadores. A Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição 2011-2014, dos Estados Unidos, analisou dados de mais de 800 bebês e crianças entre 6 e 23 meses. Durante as 24 horas de registro, o diário alimentar das crianças mostrou que:

- 85% dos bebês e crianças consomem açúcar adicionado todos os dias.

- Cerca de 60% dos bebês de 6 a 11 meses, em média, bebem pouco menos de 1 colher (chá) de açúcar por dia.

- 98% dos bebês de 12 a 18 meses consomem, em média, 5,5 colheres (chá) de açúcar adicionado por dia.

- 99% dos bebês de 19 a 23 meses chegam a consumir mais de 7 colheres (chá) de açúcar adicionado em um determinado dia - mais do que a máxima diária recomendada para adultos.

Os pesquisadores levaram em conta alimentos que continham açúcar de cana, xarope de milho rico em frutose, mel ou outras formas de açúcar, mas não açúcares naturais encontrados em itens como frutas, vegetais e leite. Esses resultados levaram à conclusão de que o açúcar torna-se um alimento de base na dieta dos americanos antes mesmo de eles completarem 1 ano de idade.

Para especialistas em nutrição, açúcar deve ser alimento de exceção, não de regra: a American Heart Association recomenda não mais do que 6 colheres(chá) (25 gramas) para mulheres adultas e crianças de 2 a 19 anos, e 9 colheres (chá) (36 gramas) para homens adultos.

Segundo os autores do estudo, dietas ricas em açúcar adicionado têm sido associadas a asma, cáries dentárias e obesidade, bem como a fatores de risco para doenças cardíacas, como colesterol alto e pressão alta. Eles também pontuaram o fato de que o açúcar natural da fruta não difere tanto do açúcar adicionado em alimentos processados, porém, há uma conta a ser feita aí: as frutas, por exemplo, contêm outros benefícios nutricionais, como as fibras e vitaminas, o que geralmente não acontece com os produtos de pacote, cujas receitas - ou melhor, fórmulas - são uma combinação de alimentos como farinha de trigo com aditivos químicos que não são comida de verdade.

“A maneira mais fácil de reduzir os açúcares adicionados na dieta familiar é escolher os alimentos que você sabe que não os têm, como frutas e vegetais frescos", disse a epidemiologista nutricional Kirsten Herrick, uma das principais autoras do estudo. Ela ainda disse que as descobertas podem afetar as próximas Diretrizes Dietéticas para os americanos entre 2020-2025.

 

Fonte: Crescer

Edição: A.N.

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