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BLW: Sociedade Brasileira de Pediatria lança guia sobre alimentação complementar

A publicação traz alguns estudos e orientações particulares sobre o método BLW (Baby-led Weaning), no qual o bebê deve levar sozinho os alimentos à boca.

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Publicado em: 05 de julho de 2017

A Sociedade Brasileira de Pediatria lançou recentemente um guia sobre alimentação complementar, que traz alguns estudos e orientações particulares sobre o método BLW (Baby-led Weaning), no qual o bebê deve levar sozinho os alimentos à boca. Entre as orientações básicas do BLW estão: oferecer os alimentos preferencialmente in natura em vez de preparar papinhas, oferecer alimentos variados, sempre colocar a criança sentada e interagir com ela na hora das refeições.

Inicialmente, o documento ressalta algumas orientações dadas pela SBP sobre a alimentação complementar publicadas no Manual de Orientação do Departamento de Nutrologia e atualizadas em 2012. São elas:

“• A evolução da consistência deve ser gradual: os alimentos devem ser oferecidos inicialmente em forma de papas e só depois em pedaços mais firmes;

• Todos os grupos alimentares devem ser oferecidos a partir da primeira papa principal;

• A refeição deve ser amassada, sem peneirar ou liquidificar;

• O ritmo da criança deve ser respeitado, de acordo com o desenvolvimento neuropsicomotor;

• Recomenda-se o uso do nome papa principal e não papa salgada.”

Em seguida, o texto traz alguns estudos e orientações sobre o BLW, que tem sido buscado por muitas famílias como alternativa a formas mais tradicionais de alimentação. Só que, de acordo com o guia, “profissionais de saúde e sociedades da Nova Zelândia, Canadá e Estados Unidos não recomendam oficialmente o BLW”. É citado um estudo que comparou bebês que se alimentavam pelo BLW e bebês que se alimentavam pelos métodos tradicionais de colher, com a conclusão dos especialistas de que: “Embora não haja diferença estatisticamente significante, grande número de crianças consome alimentos que representam risco de asfixia. Crianças do grupo BLW foram mais propensas a comer com a família no almoço e jantar; tiveram maior ingestão de gordura e gordura saturada; e menor ingestão de ferro, zinco e vitamina B12 que crianças do outro grupo. Os dois grupos tiveram a ingestão de energia similar.”

De acordo com o pediatra e nutrólogo Mauro Fisberg, do Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a diferença nutricional pode acontecer porque, com o método BLW, a criança pode mais brincar com a comida do que comer, o que diminui o volume de alimentos ingeridos e, consequentemente, de nutrientes. “O que nós não recomendamos é a utilização única do BLW. Indicamos a alimentação mista: deixar que as crianças explorem os alimentos, as texturas, mas garantir que os pais alimentem os bebês”, explica.

Fisberg ressalta que, mesmo a partir dos 6 meses, fim do período de amamentação exclusiva, é importante seguir com o aleitamento complementar, recomendado pela Organização Mundial da Saúde até os 2 anos.

Fonte: Crescer

Edição: A.N.

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