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A alimentação dos filhos é um desafio para muitos pais

Segundo os pediatras, metade das crianças tem dificuldades para se alimentar. Veja algumas dicas para tornar a hora da refeição menos estressante.

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Publicado em: 22 de outubro de 2009

As refeições nem sempre são tranquilas quando há crianças à mesa. Elas se distraem facilmente, querem brincar, e os pais querem que elas comam, se alimentem bem. Acaba sendo uma queda de braço, mas não precisa ser assim.

O sim para sair da mesa, Mariana só ouve depois de comer tudo. Muitas crianças são como ela: dão um baile na hora da refeição. Nena, a babá da menina, capricha na cozinha: arroz e feijão fresquinhos, legumes, verduras e um bife bem temperado.

A pediatra Vilani Mendes Félix acompanhou a preparação do almoço: ?A comida da Mariana está perfeita, está bem balanceada?, diz.

Crianças que comem bem levam, em média, 19 minutos para terminar a refeição. Mariana deixa a estatística para trás. Meio dia, comida no prato. Ela brinca com os talheres, mexe na comida, enrola, prova, mas faz cara de quem não gostou. Ajeita o cabelo, brinca com o guardanapo. A mãe já terminou de almoçar e o prato de Mariana continua cheio.

A menina fica impaciente. O pai, também: ?Filha, come logo que nós temos que ir para a escola?, diz.

A refeição dura uma hora e dez minutos. Uma queda de braço diária.

?Eu fico nervosa e falo assim: ?Não vou desistir, se é isso que você quer, você vai comer agora na marra, gostando ou não?, diz Benita Siqueira, mãe de Mariana.

Dos dois aos cincos anos, as crianças começam a ter preferências, a escolher o que querem comer. É muito comum nessa fase elas dizerem que não gostam de um alimento sem nunca ter experimentado. Nessa hora, os pais devem redobrar a atenção, porque se o comportamento não é corrigido agora, a tendência é piorar depois.

Os médicos dão dicas práticas:

Na hora da refeição, tudo o que distraia a criança deve ser evitado.
As comidas favoritas devem estar no cardápio, mas não podem ser as únicas.
Ofereça alimentos variados e em pequenas quantidades.
Controle os líquidos, para que eles não ocupem o lugar da comida.
Evite estresse. Não brigue nem se mostre tenso ou irritado com a demora.
Limite o tempo das refeições.

Acertando aqui, errando ali, o saldo na casa de Mariana é positivo. Graças ao esforço dos pais, a menina esta com peso e altura ideais para seis anos.

?Ela está bem?, diz a mãe.

Os pediatras dizem que metade das crianças não come bem. Elas rejeitam muitos alimentos e torcem o nariz mesmo sem conhecê-los. O jeito é ter muita calma e não desistir jamais.


Fonte: Jornal Hoje
Edição: F.C.
22.10.2009

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