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Uso de smartphones pode causar mudanças corporais, diz pesquisa

Crescimento ósseo em região do crânio foi observado em pessoas mais jovens.

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Publicado em: 19 de junho de 2019
Imagem: Freepik

Um estudo publicado na revista Scientific Reports afirma que o uso excessivo de smartphones e dispositivos portáteis faz com que um número crescente de jovens tenha uma alteração no corpo. Cientistas da Universidade da Costa do Sol, na Austrália, observaram que um número crescente de jovens tem um desenvolvimento ósseo incomum localizado na parte de trás do crânio. Normalmente, os crescimentos são de 2,6 centímetros de comprimento, mas as estruturas ósseas cresceram até 3,1 centímetros.

Como estas projeções ósseas normalmente crescem durante um longo período de tempo, os pesquisadores esperavam seu desenvolvimento em pessoas mais velhas, mas acabaram descobrindo exatamente o oposto.

Em um estudo feito com 1,2 mil pessoas com idade entre 18 e 86 anos, este crescimento ocorreu em 33% dos participantes, mas era mais comum entre pessoas de 18 a 30 anos de idade. A cada dez anos no aumento da idade, houve uma redução na probabilidade de crescimento.

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Área do crânio que mostra um crescimento em pessoas jovens. Foto Scientific Reports.

A pesquisa não procurava uma clara relação de causa e efeito, mas os pesquisadores começaram a pensar em teorias para explicar o fato de ser um fenômeno tão comum entre os jovens adultos.

Com base em outros estudos que sugeriram que o uso de smartphones está associado a más posturas, eles sugeriram que smartphones poderiam ser os culpados. Passar horas a cada dia com o pescoço curvado para baixo, sem parar de mexer em aplicativos, é responsável por novos estresses na região da base do crânio, aos quais o corpo responde depositando novos ossos. O resultado, segundo a hipótese, é este estranho estímulo ósseo.

"Nossa hipótese é que o uso de tecnologias modernas e dispositivos portáteis pode ser o principal responsável por essas posturas e o subsequente desenvolvimento de características cranianas robustas e adaptativas em nossa amostra", concluem os autores do estudo.

Fonte: Revista Galileu
Edição: C.S. 

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