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Jovem desiste de cirurgia bariátrica e perde 43 kg após focar em exercícios

Estudante chegou a pesar 116 kg e por pouco não se submeteu à cirurgia. Com vida transformada, hoje ela incentiva outras pessoas obesas.

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Publicado em: 16 de maio de 2016
Ruthyele adotou reeducação alimentar e perdeu 43 kg

A estudante teresinense Ruthyele Aguiar, 23 anos, chegou a iniciar a preparação para ser submetida a uma cirurgia bariátrica, mas no meio do processo mudou os planos e desistiu do procedimento cirúrgico. Em 2014, quando tinha 21 anos, ela chegou a pesar 116 kg e decidiu que faria a cirurgia para deixar a obesidade para trás. Mas ainda no pré-operatório ela encontrou uma saída mais saudável e com a nova rotina já mandou embora 43 kg.

Segundo a jovem, que é estudante de enfermagem, nos exames que antecederam a cirurgia o médico constatou que ela estava com a glicose muito alta e com algumas complicações, o que representava risco na hora da cirurgia. Por isso, determinou que ela perdesse 10 kg para que o procedimento pudesse ser feito. Ela então procurou um educador físico para conseguir perder os quilos necessários à viabilidade da cirurgia.

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“Quando eu procurei o educador físico ele me fez um desafio e disse que eu poderia emagrecer sem a realização da cirurgia. Perdi os 10 kg em dois meses, me senti bem melhor e depois fui ao médico apenas para dizer a ele que não queria mais ser operada. Daí então eu continuei determinada, hoje estou com 73 kg e sentindo-me muito bem”, falou a estudante.

Ruthyele conta que começou a fazer atividades três vezes por semana com o educador e ainda complementava com exercícios fora da academia. Apesar de já ter mudado radicalmente de vida, ela diz que ainda não atingiu o objetivo e por isso segue firme com as atividades e com a reeducação alimentar para chegar ao peso que considera ideal, algo entre 60 e 65 kg. Com uma vida bem melhor, ela relembra as dificuldades.

“Eu já estava de um jeito que não gostava mais de ir a festas, estava perdendo aquele lado feminino, pois todas as roupas já não serviam, tinha muita sudorese [transpiração] e sempre escutava muita coisa das pessoas por ser gorda. Minha família tem pré-disposição à obesidade e eu, dos 17 aos 21 anos, disparei a engordar, pois foi nesse período que comecei a beber e ter vida social”, falou.

Ela destaca que também mudou completamente a rotina alimentar, aboliu refrigerantes e consome bebida alcoólica raramente apenas em festas da família. O curso de enfermagem também ajudou Ruthyele a encarar a obesidade de frente e decidir mudar a rotina e ganhar uma vida mais saudável.

“O curso me ajudou muito. Cheguei à conclusão de que pra você fazer saúde você tem que ter saúde. Como vou passar uma aula de cuidados para alguém se eu mesmo não dou o exemplo? Antes eu tinha uma alimentação toda desregulada e mantinha uma vida sedentária, mas agora faço tudo ao contrário”, contou.

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Incentivo pelas redes sociais

40 kg mais magra, Ruthyele hoje faz questão de ajudar as pessoas obesas que tentam emagrecer. Através do seu perfil no Instagram, a estudante de enfermagem posta fotos do antes e do depois, da reeducação alimentar, das atividades e incentiva outras pessoas a superarem a obesidade sem a necessidade de uma cirurgia bariátrica.

“Hoje eu procuro ajudar as pessoas com minha história de vida. Meu instagram é um diário do emagrecimento. As pessoas precisam saber que é muito diferente da cirurgia, muito melhor para o organismo. Eu, por exemplo, não sei dizer a última vez que adoeci e se eu fui capaz, qualquer pessoa também é”, afirmou.

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No Instagram, Ruthyele posta fotos incentivando quem quer perder peso

Os educadores físicos Antônio Barbosa “Totó” e Marcos Ribeiro acompanharam Ruthyele nesses últimos anos de transformação na vida dela. Ao G1, Totó contou como conheceu a jovem e disse que ela é um verdadeiro exemplo de superação. Segundo ele, a estudante de enfermagem era extremamente sedentária e o condicionamento físico estava bastante comprometido por conta da inatividade.

“Propus um desafio e falei que treinaria ela, mas que gostava de resultados, pois não queria só o dinheiro. Disse que queria transformá-la em uma pessoa mais saudável e isso melhoraria a vida dela em todos os sentidos. A primeira aula teve 15 minutos de duração e ela foi as lágrimas, dizendo que não iria mais vir, mas eu a convenci e ela não desistiu”, relembrou o educador físico.

Hoje, ele destaca que Ruthyele é um exemplo de superação a ser seguido por outras pessoas que convivem com a obesidade e sonham em poder transformar essa realidade. Para o educador, a força de vontade e a determinação foram os passos primordiais para a mudança na vida da estudante teresinense.

“Ela foi muito determinada e tem muita força de vontade. A Ruthyele serve de referência para outras alunas e sempre digo não existe força maior do que a de uma mulher realmente determinada”, concluiu.



Fonte: G1/Piauí

Edição: A.N.

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