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Estudo mostra que evolução está em plena atividade em humanos

Pesquisadores do Reino unido conseguiram rastrear como as mutações específicas aumentaram e diminuíram através de gerações, quais genes impactaram as taxas de sobrevivência e, aproximadamente, quais características se tornaram mais ou menos comuns na

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Publicado em: 11 de setembro de 2017

“Se a evolução é real, por que não estamos evoluindo ainda?” Esse é um dos principais argumentos que as pessoas que não acreditam na evolução usam. A evolução é um processo extremamente gradual que é quase invisível para o observador casual, mas se você sabe onde procurar, as evidências mostram que ela ainda está acontecendo. Nós a vemos no surgimento de bactérias resistentes a antibióticos e em como gerações de peixes e lagartos respondem a ambientes em mudança. E agora um estudo genético encontrou evidências da seleção natural em pleno funcionamento nos genomas de mais de 200 mil pessoas.

A evolução funciona através do princípio básico da seleção natural. Mutações aleatórias frequentemente emergem nos genes de um animal, e se elas acabam ajudando o indivíduo a sobreviver por mais tempo, será mais provável que ele procrie e transmita seus genes. 

Eventualmente, os genes mais benéficos subirão para o topo e se espalharão para toda a população, enquanto os indivíduos portadores de genes “ruins” serão lentamente eliminados.

Conduzido por pesquisadores da Universidade de Columbia, nos EUA, um novo estudo analisou os genomas de 60 mil cidadãos dos EUA de ascendência européia e 150 mil pessoas na Grã-Bretanha. Com um tamanho de amostra de 210.000 pessoas no total, os pesquisadores conseguiram rastrear como as mutações específicas aumentaram e diminuíram através de gerações, quais genes impactaram as taxas de sobrevivência e, aproximadamente, quais características se tornaram mais ou menos comuns na população.

Uma vez que a base de dados do Reino Unido não tinha tantos genomas de pessoas mais velhas, os pesquisadores aproximaram os resultados levando em consideração a idade de morte dos pais dos participantes.

De todas as mutações genéticas estudadas pelos pesquisadores, duas em particular se destacaram como ligadas às taxas de sobrevivência. As mulheres que transportam uma ou duas cópias de um gene chamado ApoE4, que tem sido associado com o Mal de Alzheimer, morrem em média muito mais jovens do que aquelas sem ele, causando uma queda drástica da frequência de ApoE4 em mulheres com mais de 70 anos. Enquanto isso, a frequência de uma mutação em um gene chamado CHRNA3 (que está ligado ao tabagismo pesado) cai em torno da meia idade nos homens.

Os pesquisadores ficaram surpresos ao encontrar apenas duas mutações tão diretamente ligadas às taxas de sobrevivência, levando-os a concluir que talvez a seleção natural já tenha tomado conta de variações semelhantes.

“Pode ser que os homens que não carregam essas mutações nocivas podem ter mais filhos, ou que homens e mulheres que vivem mais podem ajudar com seus netos, melhorando suas chances de sobrevivência”, diz Molly Przeworski, co-autora do estudo. .

Mudanças sutis

Medir a evolução de traços físicos específicos é um processo mais difícil, já que dezenas ou centenas de mutações individuais podem desempenhar um papel na determinação da probabilidade de cada característica. Assim, a equipe classificou conjuntos de mutações que estão ligados a 42 traços escolhidos, como altura e índice de massa corporal (IMC), e depois trabalhou para estimar os traços de uma pessoa de acordo com sua genética.

Usando este método, a equipe encontrou conjuntos de traços que poderiam ser associados a uma vida útil mais longa ou mais curta. As pessoas predispostas a colesterol alto, IMC, doenças cardíacas e, em menor medida, asma, eram mais propensas a morrer mais jovens, enquanto o atraso no início da puberdade parece correlacionar-se com uma vida mais longa. A taxa de mortalidade foi de três a quatro por cento menor para homens e mulheres que começaram a puberdade um ano depois do que a média, enquanto que para mulheres, um atraso de gravidez de um ano baixou essa taxa em seis por cento.

Pode ser bastante sutil, mas os pesquisadores apontam para o estudo como prova potencial de evolução em funcionamento em humanos de hoje. Mas fatores ambientais também fazem parte e o progresso nem sempre é uma linha direta.

“O ambiente está em constante mudança”, diz Hakhamenesh Mostafavi, principal autor do estudo. “Uma característica associada a uma vida útil mais longa em uma população de hoje pode não ser mais útil várias gerações a partir de agora ou mesmo em outras populações modernas”.[

Fonte: Hypescience

Edição: A.N.

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